2026, o que mudou no cenário gastronômico?
- Di.Ca

- 27 de mar.
- 2 min de leitura
Eu sei que fiquei um tempo sem dar notícias, peço desculpas a quem me acompanha, mas digo com firmeza em alto e bom som: EU VOLTEI!!!
E voltamos em um cenário diferente do que estávamos acostumados. Após os Ozempics, Mounjaros e demais canetinhas que pipocam nos lares, o reflexo do uso desses remédios para a perda de peso, refletiu diretamente na diminuição do apetite e no aumento da busca por pratos com menos calorias, mais saudáveis, popularizando a divisão de refeições e o pedido de "meia porção", o que reduziu o desperdício e aumentou pedidos de "levar para casa.
Uma pesquisa da consultoria do setor de foodservice, Galunion, realizada no ano passado mostrou que 24% dos brasileiros já usaram ou pretendem experimentar medicamentos para emagrecer. Entre consumidores da classe A, o índice chega a 40%. “Isso impacta a frequência, o mix de consumo e até a engenharia dos cardápios. Muita coisa vai precisar ser repensada, desde as receitas até a forma de comunicar o prazer e o bem-estar relacionados à alimentação”, afirma Simone Galante, fundadora e CEO da empresa.
Diante desse cenário, bares e restaurantes já vêm promovendo ajustes estratégicos em seus modelos de negócio. Há revisões de preços em formatos como rodízios de carnes e pizzas, maior flexibilidade em relação ao compartilhamento de pratos e uma leitura mais atenta do comportamento do cliente à mesa. Para a Abrasel, o impacto não é necessariamente negativo. “Não significa que as pessoas estejam deixando de consumir nos restaurantes, mas sim mudando a forma como consomem. Em muitos casos, o cliente reduz a quantidade do prato principal, mas opta por uma sobremesa, uma bebida de maior valor agregado ou uma experiência mais sofisticada”, avalia Paulo Solmucci.
Nós, da DiCarlova, acreditamos que o mercado irá se adaptar, afinal o comportamento do consumidor evoluiu — e isso está redefinindo as tendências: mais consciência sobre saúde, energia e qualidade de vida, pois o público não perdeu apenas o apetite e também já não busca apenas sabor. Ele procura refeições que entreguem funcionalidade, performance e equilíbrio nutricional. Afinal, comer deixou de ser só prazer: passou a ser também estratégia de bem-estar.
E você, o que acha? É usuária (o) da canetinha? Sua vida gastronômica mudou? Conta aqui pra gente...






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