Quase um wagyu ?
- Di.Ca

- 14 de jul. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: 14 de ago. de 2023
Acredito não ser novidade que aqui na DiCarlova adoramos um churrasco. Melhor, um bom churrasco!! O que não pode faltar? O vinagrete e a maionese de batatas. Ambos fazem parte do ritual do churrasco (exatamente como era na terrinha).
Claro que a parte principal é a carne. Nós brasileiros temos inúmeras opções de cortes, mas a novidade é termos uma carne que lembra o kobe beef, a carne marmorizada do gado japonês wagyu. No Japão, para se conseguir uma carne tão saborosa, o tratamento do animal é diferenciado. Os produtores estabelecem uma rotina inusitada aos bois: eles são escovados diariamente para evitar moscas e carrapatos; passam por seções de massagem, que ajudam a entremear mais gordura na carne (marmoreio); e fazem acupuntura. A rotina se completa com música clássica para relaxar e noites de sono em tapetes térmicos nos locais mais gelados. Todos esses cuidados ajudam a promover o excelente sabor do kobe beef.
E aqui no Brasil, o gado nordestino da raça Curraleiro Pé Duro, cuja origem está ligada à história de colonização do Vale do Rio São Francisco pelos portugueses, no início do século XVII está atraindo fãs. Ele vem da região que era conhecida como “Rio dos Currais”, onde o rio servia de trilha para transporte e dispersão de gado do litoral para o sertão. Daí acredita-se que vem a denominação “curraleiro”. E a denominação “pé-duro” deve-se ao fato destes animais possuírem cascos fortes. Em suma, a criação desse animal foi determinante para a ocupação e povoamento do Nordeste brasileiro.
É um animal rústico, de pequeno porte, extremamente adaptado, resistente, manso e de fácil criação. E foi redescoberto recentemente por apaixonados por carne. Segundo a culinarista Wanilda Arraes, “sem dúvida, é uma carne de excelência, não deixando a desejar a nenhuma outra raça. É uma carne de maciez, suculência, sabor e aroma diferenciado, agradando assim os sentidos de visão, olfato e paladar”
De alto marmoreio e cor rubra intensa, os cortes brasileiríssimos são macios e saborosos. Deve-se isso, graças ao peculiar abate tardio, por volta dos 5 anos e por ser mais resistente que o gado leiteiro, o Curraleiro aceita melhor o pasto, pasta muito mais e come menos ração. E isso faz diferença no sabor, reduzindo o uso de insumos e medicamentos, algo cada vez mais valorizado pelos consumidores de carne no mundo todo.
Animadíssima para provar!! E você?






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