Vinhos e suas diversidades.
- Di.Ca

- 15 de jul. de 2020
- 2 min de leitura
O Vinho, para muitos representa alegria, celebração, união, relaxamento... Existe um específico para cada paladar e ocasião. E a cada dia, uma nova geração de consumidores e amantes de vinhos tem procurado diferentes opções e que se se associem ao seu estilo de vida.
Você sabe a diferença dos Vinhos Orgânicos, Veganos, Biodinâmicos e Naturais?
Abra seu vinho, encha sua taça e vamos juntos entender.
ORGÂNICO: Aqui a produção deve ser livre de pesticidas, fungicidas ou qualquer outro agrotóxico. Os produtos químicos são substituídos por produtos aceitos na agricultura orgânica e os procedimentos não devem ser considerados prejudiciais para o meio ambiente. Os produtores utilizam recursos naturais para controlar pragas e garantir a saúde do vinhedo. Os pioneiros foram os naturalistas na Califórnia.
VEGANO: Pela lógica, todo vinho deveria ser Vegano, por se tratar de um produto feito a partir de uma fruta. Mas para obter um “Vinho Vegano”, é necessário não utilizar nenhuma substância de origem animal em sua produção. Desde o preparo do solo, até a colheita. Incluímos aqui o processo de Clarificação, ou purificação, que tem como objetivo retirar as impurezas do vinho, através de um agente filtrante. Comumente, os vinhos utilizam um agente de origem animal. Aqui, ele é trocado por um agente mineral. Não é regra, mas em alguns rótulos aparecem as expressões: “não filtrado”, “não afinado” ou “método de autoclarificação natural”.
NATURAL: Há muitas controvérsias sobre o processo deste vinho. Entende-se que é o vinho produzido a partir de uma cultura orgânica ou biodinâmica, sem a menor intervenção química possível. Seria praticamente a uva pura, espremida que fermentou com suas próprias leveduras, sem acréscimo de nenhum aditivo ou se houver, pequenas quantidades, e sem filtragem ou purificação. Sua colheita é manual, e por si só é um vinho mais escuro e espesso. Sem aditivos, sua durabilidade é menor, e aquela dorzinha de cabeça no dia seguinte, praticamente não existe, ou pela falta dos compostos químicos ou pela quantidade mínima colocada. Mas para muitos, precisa haver uma “definição legal”, afinal, deve existir um padrão, e o consumidor tem que ter garantia do produto adquirido. Os vinhos naturais dividem os paladares, afinal o “vinho vivo, ou cru”, como também é chamado possui alguns resíduos, são sensíveis e também instáveis.
BIODINÂMICO: Você conhece Rudolf Steiner? Pois bem, ele foi um filósofo, educador, artista e esoterista. Foi fundador da antroposofia, da pedagogia Waldorf, da “agricultura biodinâmica”, da medicina antroposófica e da euritimia. Mas porque ele veio aparecer no meio dos nossos vinhos? Exatamente porque o método criado por ele, é o método usado aqui, o Biodinâmico, que é considerado um método holístico, um estilo de vida e não só um método de produção. Ele defende que os processos estejam em comunhão, em harmonia, desde a adubagem até a colheita. A biodiversidade ao redor da vinícola é totalmente respeitada. Todas as técnicas usadas são para contribuir com o ecossistema e equilíbrio dos seres vivos. Preza pela diminuição de exaustão do solo e sua revitalização, não usa aditivos químicos, utiliza-se da agricultura orgânica, aplicando o uso de adubos de produtos animais, minerais e vegetais. Utiliza-se do uso do calendário astrológico, seja para o plantio, até o engarrafamento. São vinhos intensos, saudáveis e muito saborosos.






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